Nome completo: João Denys de Araújo Leite

Nome Artístico: João Denys

Cidade de Nascimento: Currais Novos – RN

Início das atividades: 1977

Formação:
Comunicação Visual – UFPE
Mestre em teoria da literatura pela UFPE

Atividades Realizadas: Ator, figurinista, cenógrafo, maquiador, sonoplasta, iluminador, autor, diretor,  programador visual, professor e ensaísta.

Imagens: Acervo pessoal

 

 

João Denys é um potiguar de mente contemplativa, cujo maior talento é a criação, através de referências que veio coletando ao longo dos anos, com forte presença das cores, sons e mitos do Nordeste. Chegou ao Recife em 1975, onde pôde ter um contato mais intenso com o meio cênico. Em 1977, entra para o Curso Regular de Teatro – Formação do Ator, no Teatro Hermilo Borba Filho (THBF), em Olinda, aprimorando seus conhecimentos com o grupo até 1979, quando passa a integrar profissionalmente o Grupo de Teatro Hermilo Borba Filho (GTHBF), na época dirigido por Marcus Siqueira. Foi nesta ocasião que conheceu o encenador e ator Maurício Carvalheira, que o incentivou a alçar vôos maiores em sua carreira.

Com o reconhecimento e o impulso dado pelos colegas e professores, João Denys mergulhou com entusiasmo em cada parte do processo criativo que cerca o palco. Desempenhou com afinco o ofício do ator, mas também deu vazão à sua criatividade como figurinista, cenógrafo, maquiador, sonoplasta, iluminador, autor, diretor,  programador visual, professor e ensaísta. Um dos destaques desta fase é o texto “Gioconda”, de 1977, considerado um avanço em tempos de censura e perseguições políticas. Em 1979, “A Visita de Sua Excelência”, de Luiz Francisco Rebello, dirigido por Carlos Bartolomeu, rende a Denys o prêmio de melhor ator e melhor cenografia, no 3º Festival de Teatro do Recife.

João Denys sempre teve a consciência de que a arte é mais que um mero elemento de entretenimento. Ela pode mudar vidas e nortear os caminhos daqueles que buscam encontrar o seu lugar no mundo. Tendo esta visão social, repassou seus conhecimentos na Fundação Centro de Comunicação Social do Nordeste (Fundação Cecosne), que promoveu a educação de jovens através da arte. Lá ele foi professor entre 1982 e 1986, estando à frente das apresentações de viés didático com os estudantes do Curso Regular de Teatro e o Grupo Profissional de Teatro de Bonecos (Teatroneco). A sua imersão pelo universo dos mamulengos lhe rendeu convites para levar a cultura nordestina à Europa,  junto com o Teatroneco/Cecosne, através do espetáculo ” Bumba!!! Meu Boi Dá Vida!”. A trupe passou por Córdoba, Bilbao, Sevilha, Zaragoza e Madri, na Espanha, em dezembro de 1983.

 

Para João Denys, um bom texto e o desempenho dos atores são peças-chave no êxito de qualquer montagem que se preze. Mas o aspecto visual merece ser tratado não como mero coadjuvante ou apoio cênico, e sim como uma ferramenta que também se torna coadjuvante na hora de passar a mensagem. “A estética é um importante instrumento de expressão e pode conseguir ótimos efeitos narrativos, se utilizada de forma criativa”, revela o mestre. Um de seus feitos mais célebres nesta seara foi o labirinto desenvolvido a partir de praticáveis, uma espécie de segundo palco para criar elevação, diferenciar as alturas e destacar o cenário. A estrutura ocupou todo o palco da montagem, com um túnel verde-azulado disposto de forma que os três planos da peça repassassem a iluminação uns para os outros.

Não à toa, João Denys é conhecido por seu trabalho como professor da Universidade Federal de Pernambuco, nas cadeiras de iluminação, cenografia, indumentária, maquiagem, sonoplastia para teatro, metodologia do teatro, história do teatro e interpretação, entre outras. Ele dedica-se à pesquisa desde 1990, com ênfase na estética teatral, na pedagogia do teatro, no teatro brasileiro e na dramaturgia do Nordeste.

 

 Fotos:

 Confira a galeria de trabalhos realizados por João Denys. Fotos: Acervo pessoal:

 

 

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