Companhia Fiandeiros de Teatro

 

Um sonho acalentado por um só pode semear outras cabeças em torno de uma causa. Mas se ele parte de uma reunião de corações, as chances dele se expandir e se fortalecer são maiores. Foi assim com André Filho, Daniela Travassos e Manuel Carlos, que tiveram a chance de aprender os meandros do teatro numa época bastante prolífica em termos de cênicas no Recife. A iniciativa dos artistas locais, a mobilização de autores, diretores e a troca de experiência com diversos profissionais que por aqui passaram, foram elementos que deixaram uma marca indelével neste trio.

Cada um dos integrantes possui talentos em áreas distintas, o que possibilitou a formação de uma companhia multidisciplinar. Ao final dos anos 90, notaram que a cidade do Recife oferecia poucas opções para aqueles que gostariam de se aprofundar nas nuances da criação e interpretação para o palco. Daniela, Manuel e André inspiraram-se no Curso de Formação do Ator, que foi ministrado na Universidade Federal de Pernambuco entre 1979 e 1992. “Para aqueles que puderam participar, foi uma experiência enriquecedora. Dali saíram muitos nomes que iriam construir uma nova fase no teatro pernambucano”, afirma André Filho.

E assim, a Companhia Fiandeiros de Teatro iniciou seus trabalhos em 2003, com base no estudo do Teatro para Infância e Juventude. Pesquisa e estudo sempre foram os pilares da Fiandeiros, cujos integrantes se apóiam no poder transformador das artes cênicas como um resgate do pensar crítico e abertura à diversidade de vozes. Uma trama de fios multicores, que valoriza cada conhecimento trazido, com a intenção de tecer um novo teatro no estado. Este aspecto foi essencial para André Filho e seus amigos na empreitada: “ao tentar compreender certos aspectos do homem e sua relação com o meio, pudemos dar origem à leituras dramáticas e espetáculos, que mobilizaram idéias, impulsionaram talentos e sedimentaram a vontade de fazer a diferença”, reflete.

Os frutos deste esforço não tardaram a aparecer. Logo no primeiro espetáculo, “Outra vez, era uma vez…” escrito por André Filho, faturou o 2º lugar no Prêmio Funarte de Dramaturgia- Região NE, na categoria Teatro para infância e juventude, em 2004. Em seguida, veio “Vozes do Recife – um concerto poético”. A idéia foi desenvolver um espetáculo baseado na obra de Ascenso Ferreira, João Cabral de Melo Neto, Joaquim Cardozo, Manuel Bandeira e Carlos Pena Filho, que excursionou o interior do estado em 2005, faturando os prêmios de melhor espetáculo e melhor direção para André Filho, na mostra paralela do Festival Janeiro de Grandes Espetáculos.

De Pernambuco, a Fiandeiros partiu para outros estados do Nordeste, graças ao apoio da Caravana Funarte de Teatro, que em 2006 percorreu quatro capitais do Nordeste, com “O Capataz de Salerma”, realizado a partir de pesquisas sobre o universo de Joaquim Cardozo. A obra conquistou os prêmios de Melhor Cenário, Melhor Iluminação e Melhor Ator Coadjuvante (Manuel Carlos), no Festival Janeiro de Grandes Espetáculos, e os prêmios de Melhor Iluminação e Especial do Júri para o Coro de Parcas, no Festival de Teatro do Rio de Janeiro.

Em 2008, o espetáculo “Outra Vez, Era Uma Vez…” deu prosseguimento à trajetória de êxitos da Fiandeiros, faturando a maioria dos prêmios na edição 2009 do Janeiro de Grandes Espetáculos, em Recife, e abrindo espaço para um novo projeto, agraciado com o Prêmio Myriam Muniz, para a realização de uma série de atividades comemorativas dos cinco anos de atuação do grupo. A iniciativa não só reuniu um apanhado de suas obras, como também promoveu ações de capacitação e disseminação de conteúdo direcionado ao segmento teatral, como palestras, oficinas e debates.

Em 2010 a Companhia Fiandeiros, sela uma parceria com o Sindicato dos Artistas – SATED, e dá início às atividades da Escola de Teatro Fiandeiros, que  reuniu 14 disciplinas profissionalizantes no período de um ano. Entre os destaques dos últimos anos, está o espetáculo “Noturnos”, fruto de fragmentos dramáticos oriundos de uma pesquisa intensa sobre o universo dos moradores de rua.

A obra estreou em outubro de 2011 e participou da Mostra Capiba, em Recife e dos Festivais de Artes Aldeia Yapoatan (Jaboatão – PE) e Aldeia Olho D’Água dos Bredos (Arcoverde-PE), todos realizados pelo SESC Pernambuco. Em 2012, participou do Festival Janeiro de Grandes Espetáculos, no qual recebeu as indicações de melhor ator e atriz coadjuvante (Manuel Carlos e Daniela Travassos). A nível nacional, foi agraciado pelo Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz para circular pelas cidades do Rio de Janeiro, Niterói, São Paulo e Curitiba. Em Agosto de 2012 o Espetáculo “Noturnos” realizou sua primeira temporada no Espaço Fiandeiros, comemorando os três anos do Espaço Fiandeiros e os nove anos da Companhia Fiandeiros de Teatro.

Histórico: 

A Companhia Fiandeiros de Teatro iniciou seus trabalhos em 2003, tendo como foco o estudo do Teatro para Infância e Juventude. Formada por músicos, atores, artistas plásticos e arte-educadores, a Companhia procura mesclar em seus trabalhos, a harmonia dos elementos de cena a partir da linguagem trazida por cada um de seus componentes.

 

Como fruto de sua primeira pesquisa surgiu o texto Outra vez, era uma vez…., escrito por André Filho, que em 2004 obteve o 2º lugar no Prêmio Funarte de Dramaturgia- Região NE, na categoria Teatro para infância e juventude. No mesmo ano, o grupo se dedica à montagem do espetáculo Vozes do Recife – um concerto poético. A pesquisa teve como norte a obra de cinco poetas pernambucanos: Ascenso Ferreira, João Cabral de Melo Neto, Joaquim Cardozo, Manuel Bandeira e Carlos Pena Filho. Com esse espetáculo, participou de diversos Festivais e Eventos, excursionou pelo interior de Pernambuco e em janeiro de 2005, recebeu os prêmios de melhor espetáculo e melhor direção para André Filho, na mostra paralela do Festival Janeiro de Grandes Espetáculos. Ainda no mesmo ano, o Grupo se dedica a uma nova pesquisa, a convite do Centro Cultural Benfica, espaço vinculado a UFPE, sobre a dramaturgia de Joaquim Cardozo através da realização da leitura dramatizada da Peça: O Capataz de Salema. A pesquisa prosseguiu para dar vida à montagem do mesmo espetáculo, cerca de dez meses depois. Após cumprir temporada em Recife, o Capataz de Salema, através da Caravana Funarte de Teatro, realizou curtas temporadas em quatro capitais do Nordeste. Ainda com o Capataz de Salema, a Companhia recebeu os prêmios de Melhor Cenário, Melhor Iluminação e Melhor Ator Coadjuvante (Manuel Carlos), no Festival Janeiro de Grandes Espetáculos, e os prêmios de Melhor Iluminação e Especial do Júri para o Coro de Parcas, no Festival de Teatro do Rio de Janeiro.

 

Dando continuidade ao primeiro estudo iniciado pela Companhia sobre a linguagem do teatro para infância e juventude, a Companhia Fiandeiros no ano de 2008 estréia a montagem do texto Outra Vez, Era Uma Vez…,. A peça, que foi inicialmente pensada para ser o ponto de partida da Companhia, acabou por comemorar os cinco anos de atividade artística do Grupo, fazendo temporadas na cidade do Recife e participando de diversos Festivais no Nordeste. O espetáculo foi o grande premiado do Festival Janeiro de Grandes Espetáculos realizado em janeiro de 2009, no qual, após concorrer a nove categorias, ganhou os prêmios de melhor cenário, melhor maquiagem, melhor trilha sonora, melhor figurino, melhor diretor, melhor espetáculo e especial do júri como estímulo a dramaturgia para infância e juventude. No mesmo ano, a Companhia Fiandeiros recebe o prêmio Myriam Muniz de Teatro para a realização do projeto: Fiandeiros Repertório, que levou à cena os três espetáculos da Companhia, além da realização de oficinas, palestras e debates. Ainda em 2009, o espetáculo Outra Vez, Era Uma Vez…, é convidado pela curadoria do Festival Recife do Teatro Nacional para ser o represente de Pernambuco na categoria Teatro para Infância no Festival.

 

Em 2010 a Companhia Fiandeiros, em parceria com o Sindicato dos Artistas – SATED, abre em sua sede (inaugurada em Julho de 2009) a Escola de Teatro Fiandeiros, com 01 ano de duração e 14 disciplinas profissionalizantes na área de Teatro. No mês de maio recebe o incentivo do Governo do Estado, através do FUNCULTURA, para dar início à sua nova pesquisa: Paralelas do Tempo- A Teatralidade do “não ser”, que realizou estudos acerca dos moradores de rua da cidade do Recife, com duração de 10 meses. Nesse período, a Companhia mergulhou no universo dos moradores de rua, e a partir deste mergulho surgiram três fragmentos de dramaturgia: O PRESENTE, A CURA e SALOBRE, gerando assim o embrião do seu quarto trabalho, o espetáculo: Noturnos, que fez sua estréia em outubro de 2011 e participou da Mostra Capiba, em Recife e dos Festivais de Artes Aldeia Yapoatan (Jaboatão – PE) e Aldeia Olho D’Água dos Bredos (Arcoverde-PE), todos realizados pelo SESC Pernambuco. Em 2012 participou do Festival Janeiro de Grandes Espetáculos, no qual recebeu as indicações de melhor ator e atriz coadjuvante (Manuel Carlos e Daniela Travassos) e foi agraciado pelo Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz para circular pelas cidades do Rio de Janeiro, Niterói, São Paulo e Curitiba. Em Agosto de 2012 o Espetáculo Noturnos realizou sua primeira temporada no Espaço Fiandeiros, comemorando os três anos do Espaço Fiandeiros e os nove anos da Companhia Fiandeiros de Teatro.

 

Integrantes:

André Filho
Daniela Travassos
Manoel Carlos
Gabriel Santos
Paula Coralina
Jefferson Larbos
Renata Teles
Kellia Phayza
Karine Gaya
Amanda Clélia
Charly Jadson

 

(Colaboradores)
Evaldo Dantes
Alberto Johnson
Kyra Muniz
Jerônimo barbosa
Neemias Dinarte

 

Espetáculos:

  • Noturnos
  • Vozes do Recife: um concerto poético
  • O Capataz de Salema
  • Outra vez, era uma vez…

 

Galeria:

 

 

Contato:

Espaço Cultural Fiandeiros: Rua da Matriz, nº46, 1º andar.
Fone: (81) 41412431
companhiafiandeiros@fiandeiros.com.br
http://www.fiandeiros.com.br/
Emails:
andre@fiandeiros.com.br
daniela@fiandeiros.com.br
manuel@fiandeiros.com.br
renata@fiandeiros.com.br

 

 

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