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Nome completo: José André da Silva

Nome Artístico: José Filho

Cidade de Nascimento: Recife – PE

Formação:
Matemática (Universidade Federal de Pernambuco – UFPE)
Especialização em História das Artes e das Religiões (Universidade Federal Rural de Pernambuco – UFRPE)

Início das atividades: 1985

Atividades Realizadas: Sonoplastia, direção teatral, cenografia, iluminação, contra-regra

Imagens: Acervo pessoal

 

Até os 25 anos de idade, André Filho nunca foi um homem de teatro, daqueles tocados pela fagulha cênica muito cedo, nem teve influência familiar ou de amigos que construíssem o seu olhar nesse sentido. Foi nesta idade que ele assistiu o primeiro espetáculo, após anos de preconceito com o segmento, por encará-lo como uma arte menor. Mas nem tudo estava perdido. Segundo o ditado popular, a arte é como a água. Se há um espaço qualquer por onde entrar, ela flui e conquista mais e mais lugares. Com André, a arte aproveitou o espaço existente através da música, graças à pratica do violão pelo aluno do curso de matemática da UFPE. Sua habilidade musical rendeu um convite para tocar ao vivo no espetáculo “Cantarin de Cantará”, de Silvia Ortoph,produzido pela Dramart Produções em 2005.

Dos 25 anos 30 anos, o teatro tornou-se uma presença constante em sua vida, mas somente como músico nos espetáculos. Foi o suficiente para que as artes cênicas plantassem uma semente que faria lar de uma vez por todas no coração de André Filho, pois o contato com toda a cadeia criativa dos palcos iria abrir sua mente: “Me encantei com toda a diversidade de criação que aquele ambiente me proporcionava. Me sentia oxigenado, renovado, surpreso com a amplitude que se descortinava à frente de minhas ideias. A partir desse momento, percebi que eu já estava reservando um espaço cada vez maior para o teatro na minha vida. Foi gradual e natural”, revela.

 

A partir dessa premissa, André Filho pôde aprender de perto sobre todas as nuances envolvidas na montagem de um espetáculo. Acabou aprendendo de tudo um pouco. Quando dei por mim, me vi ouvindo atentamente as instruções e dicas da turma da iluminação, da cenografia, o pessoal da contra-regra… Instintivamente, eu precisava desse envolvimento para entender melhor toda aquela engrenagem, para fugir do feijão-com-arroz de simplesmente chegar lá, tocar a música e ir embora”, diz. Saber as marcações, o jogo de luz, o tempo de mudança de cenário e outros pormenores contribuíram para a elaboração das trilhas e demais intervenções sonoras.

“Perdi a conta de quantos espetáculos eu ajudei fazendo além da música. Me senti mais completo e seguro para encarar a responsabilidade de compor para este segmento, pois agora eu o entendo e respeito todos que fazem parte dele”, afirma. De músico, para compositor e diretor musica, acumulando mais de 120 composições para os palcos. Seu primeiro destaque foi no Festival Nacional de Teatro em São Paulo de 1987, com o prêmio de Melhor Composição Musical para Espetáculo Infantil, por “Panos e Lendas”, de José Geraldo Rocha e Vladimir Capela.

Em 1986, compôs junto com Alan Sales para a montagem local de “O Menino do Dedo Verde”, de Maurice Druon. Também foi o diretor musical do espetáculo “Avoar”, de 1988 a 1994.

 

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Em paralelo às criações musicais, André Filho teve a oportunidade de integrar a Cia. de Teatro Seraphim, entre 1990 e 2001. “Foi na Seraphim que comecei a mergulhar fundo no universo do ator. Assumi mais este lindo ofício e com eles estive em 10 espetáculos”, conta. A chance de trabalhar como ator permitiu a ele unir o melhor de dois mundos. Sua larga experiência musical fez com que enxergasse o mundo a partir da ótica musical: “Cada um leva para o palco a musicalidade que existe em si. Isso está presente na voz, no ritmo da fala, na respiração, na forma como caminhamos em cena. A musicalidade é um signo altamente complexo, nós somos uma partitura de notas musicais”, explica André, cuja visão particular das coisas lhe permitiu ir além.

Além de criar melodias e dar vida à personagens, seu instinto com as palavras foi ativado, a partir de “Outra Vez Era Uma Vez”, seu primeiro texto, voltado ao segmento infantil, que em 2004 lhe rendeu a 2ª colocação no Prêmio Nacional de Dramaturgia da Funarte, além dos prêmios de Melhor Espetáculo, Melhor Direção, Melhor Trilha Sonora, Melhor Figurino, Melhor Cenário, Melhor Maquiagem e Prêmio Especial do júri de Estímulo a Dramaturgia para Infância, do Festival Janeiro de Grandes Espetáculos, em 2009. “Vozes do Recife”, foi mais uma de suas criações, que também conquistou prêmios de melhor espetáculo e direção no Festival Janeiro de Grandes Espetáculos em 2004.

Apesar desse extenso currículo, Andrpe ressalta a importância do profissional estar sempre atualizado. Por isso, recomenda um contato frequente com oficinas, workshops e cursos, sempre que houver a chance de fazê-los. Entre os que frequentou como aluno, ele destaca a oficina de aplicação do método de criação do diretor Peter Brook, ministrado pelo português João Mota, trazido pela Fundação Joaquim Nabuco em 2001. Outro importante foi a oficina de análise de texto dramatúrgico com a consagrada crítica Bárbara Heliodora, no Rio de Janeiro, em 2006; além de uma oficina de dramaturgia em 2013 com Newton Moreno, diretor da Cia. Os Fofos em Cena, de São Paulo.

Atualmente, André Filho segue com Cia. Fiandeiros de Teatro, fundada em 2003 junto a Daniela Travassos e Manoel Carlos, grupo detentor de uma trajetória de reconhecimento de público e crítica.

 

Contato:

www.fiandeiros.com.br

 

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