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Nome completo: Ana Paula Lourenço de Sá

Nome Artístico: Ana Paula Sá

Cidade de Nascimento: Recife – PE

Formação:
Letras
(Universidade Federal de Pernambuco – UFPE)
Pós-Graduação em Cultura Pernambucana
(Faculdade Frassinetti do Recife – Fafire)
Pós-Graduação em Produção Cultural
(Faculdade Frassinetti do Recife – Fafire)

Início das atividades: 2010

Atividades Realizadas: Dramaturgia

Imagens: Juliano da Hora e acervo pessoal
 

 

Ana Paula sempre fora uma mulher das letras, mas com um pé na arte dos textos dramáticos. Em sua adolescência, frequentava o teatro e o cinema, com um interesse maior que a de seus amigos, o que fez ela nutrir uma curiosidade na seara dos textos adaptados, refletida nos tempos de faculdade. Foi durante as aulas do curso de letras que ela descobriu autores espanhóis, portugueses e brasileiros: “Algo que me marcou muito foi ler “A Vida é Sonho”, do  dramaturgo e poeta espanhol Pedro Calderón de la Barca, no idioma original. O primeiro passo para a entrada definitiva no universo cênico foi durante o estágio de regência, quando levou para uma turma de primeiro ano do CEFET o texto “É…” de Millor Fernandes.

Uma fagulha dos palcos havia se instalado no coração de Ana Paula, e era inegável que seria apenas uma questão de tempo até ela deixar que mais elementos desse universo entrassem em sua vida. E isso aconteceu ao conhecer o dramaturgo, ator e diretor Quiercles Santana, que lhe convidou para participar como assistente de dramaturgia da elaboração de um texto para um grupo do SESC Santa Rita, em 2010.

O resultado da parceria foi “Voragem”, uma narrativa criada a partir do registro do improviso dos exercícios com os alunos, guiados pela história bíblica do 2º Livro de Samuel com a história de David, Urias e Betsabá, tratando dos desejos e perdas irreparáveis. A proposta foi uma releitura, que ganhou novos contornos a partir de elementos da vida moderna, que aproximasse o espectador da história.

 

Segundo Ana Paula, fazer teatro é se colocar num constante jogo de provocações, de todos que compõem a cadeia criativa e de quem assiste. “A experiência com  “Voragem” foi muito intensa. Eu tinha de escrever em cima de novos elementos que eram trazidos a cada encontro, mas isso foi importante, por que me desafiou a ir além da cartilha, a questionar”, revela. O espetáculo foi o primeiro da Cia. Magrÿcory, formado pelos alunos do SESC Santa Rita, e consumiu um ano entre a montagem e as 10 apresentações, distribuídas em uma mini-temporada no Recife, e outras pelas unidades do SESC ao longo do estado.

Essa ruptura com a zona de conforto fez com que ela se identificasse com Quiercles Santana, Asaias Lira, Damiano Massaccesi e Andrezza Alves, da Cia. Circo Godot de Teatro. O espetáculo infantil “Le Petit – Grandezas do Ser” é fruto dessa união. “Partindo da premissa que o teatro para crianças deve tratá-las como fontes abertas ao lúdico e ao experimental, utilizamos da nossa fome de reconstrução da linguagem e desenvolvemos um espetáculo praticamente sem falas, mas que trata do amor e do apego às coisas da vida que estão partindo, com um visual que remete às fábulas, além de recursos circenses”, conta.

Para Ana, teatro é lugar de incômodo. “Sempre que houver questionamento, haverá teatro. Não consigo imaginar uma obra que não questione, que não ponha a cabeça para refletir, por mais leve e inofensiva que pareça a história. Eu me identifico como uma incomodada, pois não me satisfaço em seguir somente a cartilha. Quero experimentar, e a vida cênica é isso: É redescobrir, experimentar. Prefiro construir para os incomodados, incomodando. Dessa forma, poderemos trazer novas idéias e estabelecer um diálogo verdadeiro com o público, fazendo do teatro algo mais profundo que entretenimento”, conclui.

 

 

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