Nome completo: Amanda Moraes

Nome Artístico: Amanda Moraes

Cidade de Nascimento: Recife – PE

Formação:
Licenciatura em Artes Cênicas
(Universidade Federal de Pernambuco – UFPE)

Início das atividades: 2009

Atividades Realizadas: Dramaturgia

Imagens: Acervo pessoal
 

 

Amanda Moraes sempre foi rodeada de artes pelos quatro cantos de sua vida, desde a infância. O estímulo à leitura e o convívio com a música e o teatro vieram de seus pais e alguns parentes, que transitavam entre as diversas linguagens, propiciando uma experiência rica em referências e cores humanas. “Posso dizer que eu cultivei uma aquarela dentro de mim, conforme ia sendo apresentada a outros mundos, outros tipos de expressões artísticas”, revela a autora.

A escrita foi um fator determinante na sua afirmação enquanto mulher, enquanto cabeça questionadora e disseminadora de um olhar mais sensível, estando presente em cadernos, ilustrações, e conforme foi crescendo, blogs. Amanda teve a oportunidade de enfrentar os anseios e desejos de uma mulher em formação em plena revolução tecnológica, durante a primeira década dos anos 2000. “Hormônios em ebulição associados à internet. Eu tinha certeza que essa mistura ia dar em alguma coisa”, lembra.

Entre 2006 e 2009 escreveu no blog “Calaboca, Bárbara!, uma referência à canção “Cala a Boca, Bárbara”, de Chico Buarque e Ruy Guerra, para o espetáculo teatral Calabar, 1973. A verve literária lhe rendeu visibilidade e uma boa gama de leitores fiéis, até que aos 19 anos, foi convidada pelo diretor e produtor Pedro Oliveira para escrever um texto a ser interpretado por ninguém menos que Geninha da Rosa Borges, em ocasião de seus 68 anos de atividade teatral.

 

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“E assim caminha a terceira idade” surpreendeu crítica e público, principalmente pelo fato da densidade textual e dramática ter saído de uma moça de 19 anos. “Quando Pedro me convidou pra fazer, ele tinha um poema de Charles Chaplin como espinha dorsal, digamos. É um poema que fala que nós deveríamos nascer velhos e ir rejuvenescendo ao longo do tempo. Me inspirei em Geninha, em mim, na minha mãe, minha avó, e foi passeando por todas as fases da vida de uma mulher comum, sempre de trás pra frente. O início da peça é um funeral, daí ela levanta do caixão e começa a dialogar com esses elementos da nossa vida, em sentido reverso”, explica.

O desenvolvimento do texto trouxe à tona questionamentos que a própria autora se impulsionou a enfrentar, e isso implicou numa boa dose de desprendimento e coragem para admitir certas inquietudes e deixar se expor como nunca havia feito antes. “Por que ali não estava somente o universo de uma idosa. Eu não falei apenas da terceira idade. Falei da vida e suas mazelas, do acumulo de vida que faz a vida. E ali está retratada a vida de uma mulher, do fim ao começo. O texto foi escrito exclusivamente para Geninha encenar, para trazer às pessoas a beleza que o tempo nos dá, não importando a idade.

Amanda continua criando textos, entre idéias para montagens e projetos editorias como poemas e ilustrações. Quando perguntada onde se encontra mais tranquila, ela é categórica: “E onde já se viu uma mente em constante estado de criação estar tranquila? Graças a Deus, não sou tranquila. Seja lá onde meu texto estiver, se entre páginas de um livro, ou adaptado para os palcos, o que me realiza é o constante contato com o mundo e a possibilidade de criação”, conclui.

 

Fotos:

Confira a galeria de “Assim caminha a terceira idade”, texto de Amanda Moraes, com direção de Pedro Oliveira, e atuação de Geninha da Rosa Borges. Fotos de Emília Grandi.

 

 

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